segunda-feira, 25 de julho de 2011


57% dos adultos gaúchos estão gordos

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde indica que o Rio Grande do Sul ocupa o primeiro lugar no ranking nacional do excesso de peso. Conforme dados coletados ao longo do ano passado pelo sistema informatizado de monitoramento das condições alimentares da população, 57,8% dos gaúchos com idade entre 20 e 60 anos estavam acima do peso recomendado para a altura.
Os números do Sisvan são coletados entre a população atendida em unidades básicas de saúde de todo o país. Os profissionais de saúde registram as informações de peso e altura e repassam os dados para as prefeituras, que abastecem o sistema nacional capaz de emitir relatórios com base em critérios como faixa etária e região do país. No ano passado, foram lançados no Sisvan informações sobre 178,6 mil gaúchos - dos quais 31,8% estavam com sobrepeso, e 26% já eram considerados obesos (índice de massa corporal mais elevado).
Como o sistema ainda é novo e muitos municípios recém começam a lançar os dados de sua população local, porém, os dados são considerados parciais pela Secretaria Estadual da Saúde. Além disso, como famílias de maior poder aquisitivo costumam procurar atendimento na rede particular, acredita-se que a situação real pode ser ainda mais grave. Diferenças no padrão de alimentação dos gaúchos em relação ao resto do país podem ajudar a explicar esse desempenho.
Conforme dados de uma pesquisa do IBGE, os gaúchos consumiam ao longo de um ano 42 quilos de cereais e leguminosas - classes de produtos considerados saudáveis e que incluem o tradicional feijão com arroz. Essa quantidade deixa os gaúchos em um acanhado 15º lugar no ranking dos Estados e seis quilos abaixo da média do país.
Campeões na hora dos doces
Em compensação, a mesma tabela indica que o Rio Grande do Sul fica na primeira posição do ranking de consumo de doces e produtos de confeitaria, com 3,8 quilos, e de ingestão de refrigerantes, com 38,9 litros.
- Na última década, aumentou muito o consumo como biscoitos, balas. Além disso, temos uma ascendência das classes C e D, que passaram a consumir mais produtos industrializados e calóricos - avalia o professor do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Julio Alberto Nitzke.
Conforme o coordenador da Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria Estadual da Saúde, Paulo Henkin, o Estado procura monitorar o nível de sobrepeso da população e propor ações de educação alimentar por meio das 19 coordenadorias regionais de saúde a fim de evitar uma epidemia calórica.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ANTIOXIDANTES
Quem tem o poder de reverter o processo de envelhecimento, aumentar a energia e fazer com que as pessoas se sintam mais jovens? Segundo os defensores das pílulas, os responsáveis por isso são os antioxidantes. Mesmo assim, a FDA - Food and Drug Administration - Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA -proibiu os fabricantes de declarar que os antioxidantes reduzem os riscos de doenças.
Os antioxidantes bloqueiam o processo de oxidação neutralizando os radicais livres. Fazendo isto, eles mesmos tornam-se oxidados. Esta é a razão pela qual existe uma necessidade constante de recarregar os nossos recursos antioxidantes.

O que são antioxidantes? 
São substâncias capazes de agir contra os danos normais causados pelo efeito do processo fisiológico de oxidação no tecido animal.
 NUTRIENTES ANTIOXIDANTES
Os antioxidantes da nossa dieta parecem ser de grande importância no controle dos danos causados pelos radicais livres. Cada nutriente é único em termos de estrutura e função antioxidante. A vitamina E é um nome genérico para todos os elementos que apresentam atividade biológica do alfa tocoferol. Por ser solúvel em gorduras, o alfa tocoferol está em uma posição única para proteger as membranas das células, que são em sua grande maioria compostas de ácidos gordurosos, dos danos causados pelos radicais livres. Ele também protege as gorduras em lipoproteínas de baixa densidade (LDLs ou colesterol "ruim") da oxidação.
A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, é solúvel em água. Sendo assim, ela procura por radicais livres que estão em um meio aquoso (líquido), como o que está dentro das nossas células. A vitamina C funciona sinergicamente com a vitamina E para eliminar os radicais livres. A vitamina C também regenera a forma reduzida (estável) da vitamina E.


O betacaroteno também é uma vitamina solúvel em água e é amplamente estudada entre os 600 carotenóides identificados até o momento. O betacaroteno é excelente para procurar por radicais livres em uma concentração de oxigênio baixa.


O selênio é um elemento essencial. É um mineral que precisamos consumir em pequenas quantidades e sem o qual não poderíamos sobreviver.
Similar ao selênio, os minerais manganês e zinco são microelementos que formam uma parte essencial das várias enzimas antioxidantes.


QUANTO É NECESSÁRIO?

A American Heart Association (Associação Americana do Coração) sugere que as pessoas "comam diariamente uma variedade de alimentos de todos os grupos básicos".
Com relação a vitamina E, o alimento é a escolha mais inteligente para se obter os antioxidantes. Os estudos demonstram que para se ter uma boa saúde é preciso comer, no mínimo, cinco porções de frutas e vegetais todos os dias como parte de uma dieta equilibrada. 
 Se você tem interesse em tomar suplementos antioxidantes, converse com o seu médico ou nutricionista sobre o que é melhor para você.

Vitamina E é encontrada em óleos vegetais, nozes, amendoim, amêndoas, sementes, azeitonas, abacate, germe de trigo, fígado e folhas verdes.